segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Oscar 2013 - a cerimônia


Talvez o melhor momento da cerimônia do Oscar 2013. Sério mesmo.

Cerimônia do Oscar é tradicionalmente aquela coisa brega e previsível, recheada de piadas sem graça por parte do apresentador da vez. A de ontem não foi diferente.

Esperava-se humor ácido do comediante Seth MacFarlane, mas ele foi devidamente domado e só conseguiu meia dúzia de piadas constrangedoras no começo da cerimônia. À medida que a festa avançava, ele foi ficando cada vez mais escondido. O que não é de surpreender, depois de um número musical tão “moleque-espinhento-de-12-anos” como aquele dos peitos das atrizes.

Por falar em música, a cerimônia deste ano foi particularmente dolorosa de ver pelo excesso de números musicais. Em certo momento, parecia que eu estava vendo o Grammy e não o Oscar. A tentativa de transformar um musical aguado como “Chicago” numa espécie de suprassumo da arte dos musicais foi patética e só pode ser explicada pelo fato de que os produtores da cerimônia também foram os criadores desse musical.

Mas nem tudo se perdeu; no meio da cafonice – ou talvez até por causa dela – a homenagem de Barbra Streisand ao falecido compositor Marvin Hamlisch soou autêntica, o que é notável num evento onde a falsidade corre solta.

Em termos de premiação, a coisa toda foi previsível, com uma ou outra surpresa para dar aquela apimentada. Nada como a gigantesca cara de espanto de Jack Nicholson ao anunciar “Crash” como vencedor em 2006, claro.

Christoph Waltz ganhou como melhor ator coadjuvante, desbancando o favorito Tommy Lee Jones, e talvez a única outra surpresa tenha sido a escolha de “Valente” como melhor longa de animação ao invés do favorito “Detona Ralph”. De resto, a premiação foi dentro do esperado, inclusive com o prêmio de melhor filme para “Argo” e melhor ator para Daniel Day-Lewis.

“Argo” merecia ganhar? Provavelmente não – “Amour” e “Django Livre” são filmes esteticamente superiores, mas “Argo” não faz feio como “Crash” fez em 2006. E a única explicação para darem um Oscar a Jennifer Lawrence é que Harvey Weinstein é uma das instituições mais poderosas do planeta, ao lado da banca financeira internacional e da máfia italiana.

Mas, por um minuto, achei que minha aposta em “Argo” para melhor filme estava comprometida; quando vi Michelle Obama na Casa Branca para anunciar o vencedor, pensei: é “Lincoln”. Quando a vi cercada por um séquito de empregados brancos, pensei: é “Django Livre”. A ironia teria sido interessante.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Apostas no Oscar 2013



O blog ressuscita aos poucos, sai do coma devagar, mexe um dedo do pé, vai voltando à consciência. E eu aproveito para fazer minha aposta nas principais categorias dos indicados ao Oscar 2013, mas sem muitas firulas. Então lá vai:

Melhor Filme: Ganha “Argo”, porque já ganhou um porrilhão de outros prêmios da indústria e eles são bons indicativos da premiação do Oscar. Se dependesse de mim: Ganharia “Django Livre” ou “Amor”. O primeiro é divertido, esperto, ridículo na medida certa. O segundo é uma pancada seca que jamais seria premiado num Oscar.

Melhor Diretor: Ganha Steven Spielberg, mas só porque “esqueceram” de indicar o Ben Affleck. Se dependesse de mim: Michael Haneke ou Ang Lee.

Melhor Ator: Se o Daniel Day-Lewis não ganhar, será uma tremenda surpresa. Mas, ao contrário de outros anos, desta vez ele tem um concorrente de verdade: Joaquin Phoenix, que talvez até merecesse mais. Se dependesse de mim: eu daria o prêmio a Joaquin Phoenix, por um papel mais ousado.

Melhor Atriz: Ganha Jennifer Lawrence, que é a favorita e vem ganhando os prêmios precursores. Se dependesse de mim: Jessica Chastain dá show em “A Hora Mais Escura” e mereceria um pouco mais de atenção.

Melhor Ator Coadjuvante: Categoria emboladíssima este ano, mas deve vencer Tommy Lee Jones (“Lincoln”) por pequena margem. Se dependesse de mim: Christoph Waltz, engraçadíssimo e brilhante em “Django Livre”.

Melhor Atriz Coadjuvante: Ganha Anne Hathaway, que parece estar eternamente em campanha pelo prêmio; no mínimo, darão o Oscar a ela para ver se ela para de falar sobre como perdeu um milhão de quilos para viver a prostituta em “Os Miseráveis”. Se dependesse de mim: não tenho favoritos nessa categoria.

Melhor Roteiro Original: Acho que ganha Mark Boal (“A Hora Mais Escura”), embora talvez queiram dar um prêmio de consolação ao Tarantino por “Django Livre”. Eu não daria. Se dependesse de mim: Mark Boal.

Melhor Roteiro Adaptado: Deve ganhar Chris Terrio, por “Argo”. Mas eu não me surpreenderia se Tony Kushner ganhasse por “Lincoln”. Se dependesse de mim: eu dividiria o prêmio entre “Argo” e “Lincoln”.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013



Só fazendo uma limpeza básica, tirando as teias de aranha. Nada demais, nada pra ver por enquanto. Circulando, pessoal.

sábado, 29 de maio de 2010

Dennis Hopper, 1936-2010


Morreu hoje Dennis Hopper, eterno enfant terrible do cinema norte-americano. Hopper era mais conhecido por ter dirigido e estrelado o fílme-ícone da contracultura dos anos 60, Easy Rider (Sem Destino), de 1969. Só por esse filme o velho Hopper já mereceria meu respeito. Descanse em paz.
Dennis Hopper (à esquerda) e Peter Fonda em cena do filme "Easy Rider" ("Sem Destino")

domingo, 16 de maio de 2010

Da série "Porque eu amo a guitarra elétrica"

Com o perdão da expressão, guitarra é foda. :)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Às vezes o tempo...

... parece escorregar de minhas mãos como se areia fosse, a se despedaçar no chão entre as correntes que me prendem os pés. Às vezes o horror de tudo isto se materializa claramente diante de mim, quase como um espectro, e às vezes não passa de um borrão, uma mancha rápida que permanece por um segundo na retina.

Às vezes o calabouço dos meus sonhos é meticulosamente limpo e asseado, como se um novo hóspede fosse esperado, e às vezes é uma masmorra de longas e velhas tristezas, abandonada e arruinada pelo tempo.

Às vezes tudo é excessivo, tudo é peso, tudo se foi. E às vezes tudo possui a leveza inatingível do hidrogênio, tudo é um sonho, um sonho calmo e superficial, um abrir e fechar de pálpebras, um momento antes do despertar.

sábado, 20 de março de 2010

Wagner & Beethoven

Wagner & Beethoven, talvez a melhor tirinha brasileira de humor na atualidade: